Apenas questionar???
Outubro 5, 2008
Jéssica Gardolin
Será que toda vez que vamos apreciar uma obra de DANÇA estamos realmente preparados para o que ela nos propõe?? Ou será que muitas das vezes caimos no juizo do GOSTO??
Essa prática enquanto Publico espectador não brota, nem nasce sozinha, mas se contrói. Vamos puxar a sardinha para o nosso lado. Nas aulas da FAP passamos por esse exercício nos momentos de observar e ser observado. É comum dizer que os leigos que vão assistir Dança costumam dizer as palvras “gostei, não gostei, não entendi, que bonito!” , mas será que nós mesmos enquanto acadêmicos do mundo da DANÇA nao passamos por situações parecidas em nosso meio?
O que acontece é que todos tem o seu ponto de vista e sua própria leitura a cerca dos seus trabalhos e os trabalhos dos colegas, o que resulta numa necessidade humana de se esperar assisistir na pesquisa do outro valores que se encaixem na sua própria visão, ou seja, ver o trabalho do colega esperando ver apenas o que quer, enxergando apenas o que lhe interessa. Como um exemplo de ‘praxe’ suponha que o experimento do dia é apenas apresentar o processo e as pessoas assistem querendo algo pronto já totalmente lapidado, aí surgem as críticas: “Por que não faz assim ou assado? Achei isso, nossa achei aquilo”, se utilizando de adjetivos e questionando as escolhas do proponente, “Voce poderia ter feito de tal jeito”…
Não estamos mais nesse lugar de questionar as escolhas dos outros, mas sim de analisar e eu diria até ’avaliar’ (longe do sentido do JULGAR) se o colega conseguiu passar seu conteúdo, se conseguiu comunicar, se suas idéias nos levam realmente para algum lugar, e isto tudo no sentido de construção e aprendizado tanto daquele que propõe quanto daquele que aprende a apreciar e criticar (agora sim criticar, mas de forma contrutiva).
Por Jéssica Gardolin