Quero descrever aqui minha pesquisa e do Luis Gustavo.

Cheguei a Gustavo com a idéia de movimentação articular do corpo, como vi nele algumas impossibilidades pelo fato do joelho, trabalhei em cima disso. O joelho não está capacitado para qualquer obra mas o resto do corpo está, foi ai que quis explorar o lado comico da movimentação e as articulações principalmente da cabeça, tronco e membros superiores. Acredito que a dança seja muito mais do que grandes movimentações corporais, que ela passe por um momento de inclusão e comunicação, ou seja, dança é arte, e a arte é universal.

Já a proposta de Gustavo foi explorar o desequilibrio, fazer o corpo experimentar novas dimensões, direções e posturas. O fato dos elásticos ajuda bastante nessa tentativa de fuga de um alinhamento.

Esse trabalho é a prova que podemos sim dançar e dançar muito mesmo com nossas impossibilidades, pois elas servem para nos dar ainda mais forças e idéias diferenciadas de movimentação.

Ester Dezan

Regina Kotaka

Maio 9, 2008

A dança clássica foi incorporada num momento em que a influência do modelo europeu passava a fazer parte da instrução da elite brasileira (Villela,1990).
Sendo levada a participar do espaço público cultural, transita entre informações pré-estabelecidas e pré-conceituadas modificando sua compreensão no pensamento atual. É preciso repensar e adaptar a dança clássica as necessidades sócio-educativas das favelas, sem excluí-la negando a história por não fazer parte de uma realidade “nossa” e partindo da proposta de Tomazzoni, em seu artigo Lost in Dance 3, transitar pelas fronteiras entre as várias linguagens da dança, pode, propiciar o “ruído” necessário para instigar a curiosidade, a reflexão e conseqüentemente o saber no indivíduo.

De 3º ano de Dança FAP, 2008/05/07 at 11:16 PM

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