Hoje tivemos a mostra dos trabalhos bimestrais da matéria de composição coreográfica. Queria então, propor uma reflexão sobre nosso envolvimento com as propostas, nossas possibilidades e dificuldades.
Até quem pensava diferente já sabe, que maturidade não tem a ver com idade, apesar de sabermos também, que idade ainda é limite pra muita coisa. Mas os processos de amadurecimento se dão de maneira diferenciada em cada um de nós. E aí já começam os questionamentos com relação a esses processos, pois como podemos ter maturidade pra escolher, pra ser pais, pra propor coisas se não a temos na hora de se posicionar, de escrever, de se comportar (!?), de dançar?
Por que o envolvimento de alguns é sempre tão superficial com relação ao ambiente onde está, aos colegas, aos problemas, aos seus trabalhos? Seria por falta de interesse apenas ou também por falta de conhecimento? Sim, sim, eu sei que o desinteresse gera o desconhecimento e vice e versa, mas de onde isso surge? E eu não me ponho de fora analisando ou apontando esses problemas não! Sinto-me bem no meio desse balaio de desapontamentos, mas tentando entender essas dificuldades e, se possível, buscar mudanças.
Por que alguns (como eu) se sentem tão mais a vontade para propor um trabalho para outra pessoa do que para si próprio? Existe uma explicação para parte dessa resistência (?) que seria o fato de poder trabalhar melhor suas idéias no outro, mas isso não nos justifica por completo, pois quem se envolveria mais com um trabalho meu do que eu mesmo??
Se sabemos ser interpretes e ser criadores, por que tanta dificuldade em ser os dois ao mesmo tempo??
Quando é que vamos tratar com mais respeito e comprometimento essas idéias que surgem para esses trabalhos como os hoje apresentados, se é que vamos?
Entre nós, alguns escrevem melhor, criam melhor, interpretam melhor, articulam melhor, mas não necessariamente, sejam melhores em tudo. Se tudo é questão de exercício e esses exercícios nos são constantemente propostos dentro e fora dessa instituição, quando é que nos sentiremos mais preparados para enfrentar essas dificuldades?
Eu não tenho as respostas e essas não são as únicas preocupações que me rodeiam com relação ao nosso curso, mas espero que juntos, consigamos ao menos debater sobre algumas delas.
Luis Gustavo Guarize
Apoiado Gustavo!!!
Muitas preocupações ainda vão surgir nessa nossa caminhada até o fim dessa graduação não é mesmo, agora com essa maturidade que conquistamos espero que sigamos em frente para poder falar, propor, articular e DANÇAR muito ainda os nossos trabalhos e dos colegas sem cair no juizo do gosto.
Pois acho que é para isso e por isso que estamos nos encaminhando ao nosso 4º ANO juntos e espero que com muito sucesso
“é isso o que eu tenho pra falar…”