Continuo a temática que a Jéssica propôs sobre aprendermos a assistir aos trabalhos, é claro que é necessário afinar o olhar a ponto conseguirmos observar o que está sendo proposto pelos interpretes, e, não sermos simplistas a ponto de fazer julgamento de valor e reduzir a nossa analise ao nosso gosto. Porém, como proponentes de trabalhos ou pesquisas em processos, ou simplesmente como sujeitos que estão no mundo, precisamos ter a consciência de que as informações que somos e que lançamos serão interpretadas por um receptor que tem uma história, um gosto, e um punhado de valores que são indissociáveis do que somos, do que entendemos, das relações que fazemos, e dos questionamentos que levantamos. E é nesse ponto em que está riqueza da troca, pois o dia em que conseguirmos nos fazer entender tão plenamente a ponto de não haver diferentes, opiniões, interpretações, críticas e entendimentos sobre o queremos comunicar é porque nada comunicamos e não houve troca alguma.
Manuel Gomes